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Como funciona a amortização de financiamento imobiliário com o FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) já é uma reserva para o financiamento de um imóvel há um tempo. Em maio de 2021 a Caixa mudou as regras para que clientes possam fazer a amortização de financiamento imobiliário com o FGTS.

Além disso, redução das parcelas ou suspensão do pagamento por seis meses tem sido uma forma de ajudar quem sonha com a casa própria e passou por um revés no último ano.

Aqui você irá encontrar ainda:

  • O que é amortização?
  • Como fazer para amortizar o financiamento com o FGTS?
  • Qual a melhor opção para amortizar o financiamento?
  • Redução das parcelas de financiamento habitacional
  • Por que é um bom momento para amortizar seu financiamento?

O que é amortização?

A amortização é o pagamento de uma parte do saldo devedor. Assim, o valor financiado e o total de juros pagos diminuem.

Desde 2020 o país vem passando por um período de crise. Segundo estudo feito pelo pesquisador do Ibre-FGV, Daniel Duque, divulgado no Site UOL, o desemprego tem prejudicado a renda geral da população, quem manteve o emprego teve o salário reduzido e as novas vagas oferecem menos renda, pois a demanda de pessoas está alta.

Com o objetivo de ajudar quem precisa pagar o financiamento habitacional, o conselho curador do fundo autorizou no dia 11 de maio de 2021 que recursos do FGTS sejam usados para pagar parcelas do financiamento habitacional.

Essa é também uma forma de inserir dinheiro na economia e tentar diminuir a inflação, que está muito acima do teto da meta do governo de 2021.

A medida só entrará em vigor em Agosto de 2021, tempo hábil para que as instituições financeiras se adaptem. Essa medida é apenas para cobrir o financiamento do primeiro imóvel e o requerente deve ter FGTS há mais de três anos.

O FGTS já podia ser usado em financiamentos pelo SFH (Sistema Financeiro de Habilitação) e agora foi liberado para o Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Como fazer a amortização de financiamento imobiliário com o FGTS?

O uso do FGTS para diminuir financiamento da casa própria foi ampliado, a partir de agosto, trabalhadores poderão usar recursos do FGTS para abater no valor das prestações ou no saldo devedor dos financiamentos de imóveis no valor de até R$ 1,5 milhão se enquadrados no Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).

Anteriormente somente os imóveis do Sistema Financeiro Habitacional (SFH) podiam ser amortizados pelo FGTS, esse sistema foi criado para ajudar os brasileiros a comprarem a casa própria com incidência de taxas de juros menores.

Os financiamentos pelo SFI não estão subordinados às limitações de taxas de juros e demais condições como ocorre no SFH, variando de acordo com a política de crédito e autonomia de cada instituição financeira.

O SFI é bancado com recursos próprios dos bancos e tem taxas liberadas. Para se beneficiar da nova regra, é preciso que o mutuário atenda alguns requisitos, como ter conta no FGTS há mais de três anos. Os recursos só poderão ser usados para ajudar a pagar o primeiro imóvel.

Como já era disponível fazer nos casos do financiamento com SFH, agora também será possível pagar até 80% do valor da prestação por 12 meses ou usar todo o montante para reduzir o saldo devedor na nova regra.

Segundo o site da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal), para pedir a amortização pelo FGTS, basta ligar no 3004-1105 (capitais e regiões metropolitanas) ou 0800-726-0505 (demais cidades) e digitar a opção 7. O atendimento é de segunda a sexta das 8h às 20h.

Qual a melhor opção para amortizar o financiamento imobiliário?

Na hora de amortizar o financiamento imobiliário, é preciso considerar duas variáveis: valor da parcela e tempo de financiamento.

Quanto mais tempo pagando, maior será o valor dos juros a serem pagos. Antecipando as parcelas, o devedor irá quitar o financiamento mais rápido e consequentemente pagando menos juros e menos taxas.

Existem duas categorias para o sistema de amortização:

  • Tabela SAC – a parcela atualizada é a mais comum. Tanto o saldo, quanto as parcelas são reajustadas pela TR (Taxa Referencial).
  • Tabela Price – para parcelas fixas, as taxas são mais altas, mas não há correções.

A Proteste Associação de Consumidores diz que “sempre que puder optar entre as duas formas, aconselhamos as taxas variáveis, utilizando o sistema SAC”. Na modalidade com parcela reajustada, acaba-se pagando menos, devido ao cálculo de amortização de cada caso.

Portanto, a melhor opção para amortizar o financiamento é a que se adapta ao seu bolso. Se as parcelas estão de acordo com o orçamento familiar e não sufocam a renda mensal, talvez seja interessante pensar no período de pagamento.

Redução das parcelas de financiamento habitacional

A Caixa liberou para que clientes possam ter até mais de 75% de redução no valor mensal ou suspender o pagamento por 6 meses. Esta é uma forma de auxiliar quem tem financiamento habitacional a manter as contas em dia.

Essa nova condição pode ser pedida por qualquer cliente que possui financiamento com o FGTS ou pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE).

A redução será de até 6 meses nos descontos de até 25% e de 3 meses quando a diminuição da parcela for entre 25% e 74,99%.

Para os casos de até 25% não é preciso nenhuma documentação, porém para a segunda categoria será necessário apresentar uma autodeclaração de perda de renda. Se o desconto for maior que 75% será necessário documentos formais que comprovem a perda de renda, porém o banco não informou o período.

O desconto não deixará de ser pago. A Caixa informou que o montante que não for pago nos meses de redução, será incorporado ao saldo devedor.

Essa nova condição para auxiliar no pagamento, não irá alterar o prazo de financiamento ou a taxa de juros estabelecida no contrato.

Para quem estiver recebendo seguro desemprego ou Auxílio Emergencial, há possibilidade de pedir a suspensão das parcelas por 6 meses.

Por que é um bom momento para fazer a amortização de financiamento imobiliário com o FGTS?

Atualmente a situação econômica do Brasil é de incertezas, por isso o ideal é tentar pagar as dívidas o mais breve possível.

O IPCA, índice oficial de inflação do país, ficou em 0,83% em maio de 2021, maior resultado para o mês desde 1996. O aumento foi maior do que o esperado e sinaliza que o Banco Central terá de aumentar mais a taxa de juros.

Em Junho de 2021 o Banco Central aumentou a taxa de juros para tentar conter essa alta da inflação e a Taxa Selic chegou a 4,25%.

O economista-chefe do banco Itaú, Mário Mesquita, disse ao jornal O Estado de São Paulo que: “o índice está alto e causa preocupação. Isso deve levar o Banco Central a continuar a subir a taxa de juros”.

Isso significa que é uma boa ideia amortizar o débito do financiamento com o FGTS e garantir o valor atual antes que o mesmo suba.

Tanto a gestora de investimentos Rio Bravo Investimentos como a corretora XP Investimentos informaram ao mesmo jornal que elevaram suas projeções para uma Selic a 6,5% ao fim deste ano. O que acabará levando a taxas de juros mais altas, apesar do controle do Banco Central.

Embora muitos bancos estejam pessimistas, a economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitória, disse na mesma reportagem que está cautelosa e irá elevar um pouco menos sua projeção para o IPCA, de 5,30% para 5,4%. Ela espera que a recente valorização do real diante do dólar ajude a conter aumentos de preços no segundo semestre de 2021.

E você, conseguiu entender mais sobre amortização de financiamento imobiliário com o FGTS? Deixe seus comentários e dúvidas abaixo e conte para a gente como está o seu momento para compra da casa própria.

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